
A Ford anuncia a volta do lendário Mustang Shelby Cobra GT 500, que fez sucesso entre 1968 e 1970, ano em que deixou de ser fabricado. Apesar da curta carreira, esse cupê com sobra de potência foi alvo das atenções não apenas nas ruas, mas também nas telas de cinema. Do filme “Bullit”, estrelado por Steve McQueen, ao “60 Segundos”, com Nicolas Cage, o GT 500 sempre brilhou. Renovado, o carro agora é uma das principais estrelas do Salão de Nova York (EUA) e passa a ser o Mustang mais potente de todos os tempos, contra-atacando o Corvette Z06. Assim como o rival da GM, o “veneno” desse cupê foi elaborado a partir dos resultados colhidos nas pistas de corrida.
A vocação esportiva do novo GT 500 é percebida logo de cara pelas duas faixas que percorrem toda a extensão do carro. São as marcas usadas na tradicional prova de longa duração 24 Horas de Le Mans. E para reforçar essa imagem ligada à s pistas, a Ford conta com a consultoria do piloto texano Carrol Shelby e do empenho da equipe SVT (Special Vehicle Team), responsável pelo desenvolvimento dos modelos preparados da marca do oval azul. Além disso, existem alguns detalhes herdados do antigo GT 500, como a tampa de combustÃvel cromada e o discreto aerofólio embutido na tampa do porta-malas, além do logotipo com a cobra naja estilizada.

Como de praxe, as largas entradas de ar não poderiam faltar, inclusive no capô, para ajudar na refrigeração do V8 “big block” de 5.4 litros de cilindrada. A cor vermelha da carroceria combina com os detalhes brancos, assim como no passado, um toque de nostalgia que, aliás, parece ter invadido de vez os estúdios de estilo norte-americanos, tamanha a quantidade de lançamentos com desenho retrô. Seguindo essa tendência, as rodas de aro 19 também têm traços das usadas no antigo GT 500, deixando aparentes os discos de freio perfurados com pinças de quatro pistões no eixo dianteiro. Mas agora os pneus são radiais 255/45R e não mais diagonais, o que contribui com a estabilidade e segurança.
Por dentro, o couro está por todo o lado. Bancos, painel, laterais das portas e volante. Não é à toa que esse material também é usado nas luvas para pilotagem e nas jaquetas, sinal de rebeldia nos áureos tempos do cupê com o cavalo prateado na grade dianteira. O que também lembra essa época é o desenho do volante de três raios em conjunto com a instrumentação, cujo grafismo pode mudar de cor à noite. Para completar o pacote de itens que remetem ao passado, foram incluÃdos alguns componentes de alumÃnio, como os aros das saÃdas de ar e o topo da manopla da alavanca de câmbio.
O V8 desse Mustang nunca roncou tão forte. Com 5.4 litros de cilindrada, vem com compressor volumétrico que funciona com até 8,5 libras por polegada quadrada de pressão, o que equivale a 0,6 bar. Os cilindros são de alumÃnio, assim como os anéis dos pistões, todos vindos do Ford GT. A potência máxima ficou acima de 450 cavalos, com 62,3 kgfm de torque. São números respeitáveis e os maiores já vistos em um Mustang produzido em série. Apesar do bloco de ferro fundido (que tem sido substituÃdo por materiais mais leves), os dois cabeçotes têm dois comandos cada um e quatro válvulas por cilindro. Mas a Ford não divulgou, por enquanto, dados de desempenho. O tom misterioso do GT 500 continua.

FONTE: [Carsale]

