Já que o biodiesel vem crescendo no mercado internacional, o Brasil, grande garoto-propaganda do combustível, decidiu aumentar considerável e rapidamente sua produção, assim como fez com o bioetanol.
A meta era adicionar 2% de biodiesel ao diesel comum, em todo o país, até 2008 e, posteriormente, 5% até 2012. Mas, com o sucesso da produção de bioetanol e com a boa repercussão disso em outros países, o governo nacional decidiu ampliar a porcentagem de mistura e atingir a meta de pelo menos 8% de adição até 2010.
Tais valores foram comentados por Marcelo Baumbach, porta-voz do governo brasileiro, e pela União Brasileira do Biodiesel (Urabio). Considerando que, no Brasil, o diesel é muito utilizado e que a maior parte desse combustível é importada, usar a fonte de energia produzida aqui representa diversos ganhos ao país.
Atualmente, o governo brasileiro desenvolveu uma espécie de selo, que tem como finalidade atestar quais são as companhias que compram material de fazendas familiares para produzir o biodiesel, tais como soja (responsável por 80% da produção local do combustível), gordura animal (responsável por 10%), algodão (equivalente a 5% dessa produção) e outras fontes.
A vantagem para o consumidor é a qualidade e a pureza desses materiais; para as fazendas familiares, é o incentivo ao seu trabalho; e para as companhias, é a isenção fiscal e outros benefícios promovidos pelo governo.

