Ocupantes do Honda CR-V viajam de classe executiva
Arquivado em Honda, Super Carros por contato em 24-12-2007

O CR-V perdeu o pneu na tampa do porta-malas, como era nos tempos em que foi lançado por aqui, há quase oito anos. Por fora o utilitário esportivo da Honda que motiva fila de espera (e ágio) exibe, ainda que isso pareça um paradoxo, robustez e muita sofisticação. Este último adjetivo, no entanto, combina mais com o interior do carrão, muito semelhante ao de um sedã de luxo. Mas a posição de dirigir elevada e sua pegada mais para confortável do que para estável – ao contrário do Civic, em que o condutor viaja num cockpit – é o que define o que agrada ou não nele.
Já na terceira geração, o modelo traz motor 2.0 de 150 cv (cavalos) de potência, o que dá uma sensação de “quero mais” ao motorista. E pensar que dez anos atrás era quase certo que ele seria fabricado em Sumaré (SP)… A unidade avaliada por Interpress Motor é importada do Japão, mas em breve ele deve vir do México, igualzinho. Não pense que vai sair muito mais em conta, não. Na tabela ele custa R$ 123 mil. Apesar de o dólar ter baixado desde seu lançamento, a lei da oferta e da procura é o que impera – e o preço se mantém irredutível desde janeiro.
Além de robusto, é um modelo confiável. Em 12 anos de mercado mundial, já teve mais de 2,5 milihões de unidades comercializadas em 160 países. Seu nome deriva da sigla Comfortable Runabout Vehicle, algo como “um veículo que vai pra tudo quanto é lado”. Ou seja, em resumo, é um veículo versátil. Pega bem um asfalto, mas não faz feio na estrada de terra – ainda que enfiá-lo na lama dê um dó…
Seu sistema de tração é o 4WD Real Time (em tempo real), criado para eliminar as conhecidas desvantagens da tração integral convencional, como maior consumo de combustível, altos níveis de ruído e vibrações, maior peso e dificuldade de adaptação ao sistema ABS (antitravamento). Ou seja, “inteligente”, ele se adapta às condições de piso. Na maior parte do tempo usa só a tração dianteira, mas, em pisos de baixa aderência, mostra serviço ao acionar o 4×4 automaticamente.
Quem vai a bordo viaja de classe executiva. A grande área envidraçada permite aproveitar ao máximo a iluminação natural, o que é confirmado pelo teto solar. Agora a alavanca de câmbio é incorporada à parte central do painel, liberando espaço para os ocupantes dos bancos da frente. No painel ainda é possível operar tanto o rádio quanto o toca-CDs para seis discos, que é compatível com MP3. O ar-condicionado agrada friorentos e calorentos, pois permite duas zonas de temperatura.
No painel há computador de bordo com informações como consumo médio e instantâneo, temperatura externa, hodômetro total e parcial A e B, autonomia, indicação de porta aberta (na cor âmbar) e fechada (cor azul). O porta-luvas é duplo – tem duas pequenas portas. Outro diferencial está no banco traseiro, que pode ser deslocado 15 centímetros para a frente.
Em termos de segurança, o veículo não deixa a desejar. Além do já citado ABS, o jipão da Honda oferece EBD (distribuição eletrônica da frenagem) e VSA (estabilidade assistida). A transmissão automática tem cinco velocidades e um sistema, chamado Grade Logic Control, que auxilia no gerenciamento do desempenho mais adequado aos movimentos solicitados do veículo, controlando a mudança de marchas de acordo com a situação.
O modo Overdrive (dispositivo utilizado para multiplicar a rotação de saída da caixa de transmissão, fazendo com que a última marcha fique mais “longa”), que pode ser desativado por meio de um botão na alavanca de mudança de marcha, é útil quando se pega uma rodovia. Ao ligar o veículo, ele é automaticamente acionado. Nada como um veículo que decide as coisas por nós.

