Novo Kia Picanto é espertinho

February 21, 2008 on 5:52 am | In Kia, Outros |

Novo Picanto é espertinho

Um carrinho pequeno, mas “esperto”. Assim pode ser resumido o Kia Picanto, que estréia novo visual no Brasil. O Carro Online avaliou a versão EX 1.1 l, que conta com câmbio automático de 4 velocidades.

O visual agrada, principalmente se comparado ao da versão anterior do modelo. As linhas foram bem modificadas e o carro ganhou uma frente mais arredondada, além de uma lanterna mais presente na traseira. Apesar disso, o “espírito” do desenho do veículo foi mantido.

Durante a avaliação, o carrinho impressionou muita gente. O visual diferenciado em relação aos “populares” do Brasil acaba criando, geralmente, uma reação diferenciada nas pessoas que o vêem pela primeira vez.

No supermercado, por exemplo, uma mulher passou pelo modelo e, sem perceber a presença do motorista, disse ao marido: “Nossa, que carrinho estranho é este?”. É o ar de novidade – um pouco escasso atualmente – do Picanto. Confira os detalhes do modelo a seguir.

Motor e câmbio

O propulsor 1.1 SOHC 12V obviamente não difere muito em relação ao 1.0 l dos carros “populares”. O torque de 9,9 kgfm ajuda o Picanto a ter respostas rápidas, mas não exageradas. O baixo peso do modelo (910 kg) também auxilia o motor a responder bem.

A transmissão automática é “espertinha”. Com apenas 4 marchas, o carro consegue ficar ágil quando está no meio do trânsito (local de destaque do Picanto), mas não perde muito – ao menos nada que chegue a incomodar – em estradas.

O modo O/D (overdrive), que pode ser desativado por meio de um botão na própria manopla do câmbio, dá a oportunidade do motorista escolher se quer utilizar a 4ª marcha ou não. Com isso, em um momento em que precise “esticar” um pouco mais, o modo desativado ajuda na manobra. Por outro lado, quando acionado o overdrive, o motor passa a trabalhar com rotações menores, auxiliando na economia e, por que não, na durabilidade.

kia picanto

Conforto e suspensão

O conforto é algo que chama a atenção no Picanto. Ao dirigir, isso é percebido sem dificuldade. A direção elétrica permite que o volante fique extremamente macio para manobras, mas sem deixá-lo solto demais.

Os ajustes dos assentos dianteiros têm um ponto a favor e outro contra. Apesar de ser bastante ágil (há uma alavanca que solta o encosto), o sistema não é preciso, já que faltam referências para achar a melhor posição depois que outro motorista dirigiu o carro.

No banco de trás, o espaço não falta – mas também não sobra. Três adultos podem viajar sem tanto aperto, mas, é claro, sem muito conforto. O porta-malas, de apenas 220 litros, é um dos calcanhares-de-aquiles do modelo. Em caso de viagens, o compartimento abriga apenas malas pequenas ou sacolas.

A suspensão, porém, é um ponto positivo. A Kia conseguiu um equilíbrio entre a dureza e a suavidade, deixando o hatch “na mão”. Apesar disso, o sistema faz muito barulho quando o piso pelo qual o veículo trafega é irregular, como em ruas de paralelepípedo.

Acabamento e preço

O interior do Picanto é bem-acabado. A Kia soube trabalhar com os materiais sem perder muito espaço nem aumentar extremamente o preço. Mas, mesmo bem-feito, o acabamento acaba interferindo em algumas funcionalidades. O vidro dianteiro direito, por exemplo, ao ser acionado eletronicamente, “raspa”, o que pode criar riscos com o tempo de uso.

O modelo, em versão automática, sai por R$ 40 900. Nesse ponto, o Picanto peca e perde bastante mercado pelas cifras cobradas. Se custasse cerca de R$ 5 000 a menos, poderia combater bem a concorrência, já que é um bom automóvel para circular na cidade.

Apesar de não ter um valor tão condizente com seu tamanho – ele mede apenas 3,53 m de comprimento –, o carro conta com vários itens de série, como CD Player compatível com MP3, ar-condicionado, rodas de liga leve, farol de milha, airbags, vidros elétricos e volante com acabamento de couro, entre outros.

Um problema que pode passar despercebido é a buzina, que não é acionada com um simples toque. É preciso aplicar uma força maior que o normal, o que também pode se tornar perigoso em situações nas quais a “famosa” peça for necessária.

Pesados os prós e os contras, podemos concluir que o Picanto é um bom carro para uso geral, mas tem na falta de espaço no porta-malas e no motor apenas a gasolina – a maioria dos concorrentes é flex – seus pontos fracos. Se a idéia é ter um carro apenas para uso urbano, porém, o hatch da Kia é uma boa aquisição.

[Por: CarroOnline]

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