Honda CR-V mira emergentes donos de EcoSport

Começa a chegar às concessionárias Honda a versão 2008 do utilitário esportivo CR-V. Para ampliar sua participação nesse segmento, a marca decidiu comercializá-lo em duas versões: além da EXL 4WD (a versão 2007 com essa tração era a EX), que chega com novos itens, haverá ainda a LX 2WD, com tração 4×2.
Em vez de vir do Japão, o modelo agora chega de El Salto, no México, com isenção de taxa de importação graças a um acordo comercial entre os dois países. Os preços sugeridos serão R$ 94.500 (LX 2WD) e R$ 110 mil (EXL 4WD). A Honda promoveu hoje uma apresentação técnica do modelo, que depois será disponibilizado para avaliação.
Seu público-alvo são “emergentes” donos de utilitários esportivos, um segmento relativamente novo, que surgiu quando a Ford lançou o EcoSport, há quatro anos, e começou a ganhar corpo nos útlimos tempos. “O público do modelo é um mercado novo, que está sendo formado desde o EcoSport”, confirma Alberto Pescumo filho, gerente-geral comercial da Honda.
Segundo ele, a probabilidade de haver sobrepreço, como ocorreu com o novo CR-V desde dezembro de 2006 (o veículo tinha o valor fixado em R$ 123 mil, mas chegava a ser vendido por mais de R$ 130 mil), é menor. “Agora a rede será abastecida por cerca de mil unidades por mês. Antes eram cerca de 180 mensais.” Como o ano já começou, a previsão é que em 2008 sejam vendidas 9.000 unidades, sendo 6.472 unidades (sim, um número com a precisão que falta aos carros de Fórmula 1 da marca…) da versão 2WD.

Sua motorização, bem como a carroceria, praticamente não muda. O propulsor é o mesmo 2.0 16V de 150 cv (cavalos), com torque (força) de 19,4 kgfm, acompanhado de uma transmissão automática de cinco velocidades. A versão mais modesta (4×2) vem com painel preto, ar-condicionado analógico, toca-CDs, bancos de tecido e porta-malas com divisão (”double deck”).
A versão top traz, além da tração 4×4 “real time” (se ajusta às situações de aderência sem necessidade da intervenção do motorista), oferece faróis de neblina, teto solar elétrico, ar-condicionado “dual zone” (regulagem individual para motorista e passageiro do banco da frente), acabamento cinza metálico no painel, bancos de couro, porta-malas também com “double deck”, mas com cobertura retrátil e som com capacidade para seis discos (os dois têm função MP3), Speed Volume Control (aumenta o som na medida em que acelera) e VSA (sigla em inglês para sistema de estabilidade assistida).
Vem ainda com seis airbags (frontal, lateral e cortina). As duas versões são equipadas com sistema ABS (antitravamento) nos freios e EBD (distribuição eletrônica da força de frenagem).
A Honda já cogitou produzir o CR-V em sua fábrica de Sumaré (região de Campinas, interior de São Paulo), entre 1997 e 1998, mas depois abandonou a idéia com a alta do dólar, no início de 1999. A possibilidade de trazê-lo do México vem a calhar, uma vez que sua aceitação no Brasil aumenta a cada ano. Em 2007 foram vendidas 1.864 unidades, bem superior às 623 registradas em 2006 ou aos 382 carros comercializados em 2000, ano do início da importação.
[Por: Interpressmotor]
XLT 1.6 é a versão mais bem-sucedida do EcoSport

Desde que foi lançado, em 2003, o EcoSport se tornou o utilitário esportivo mais vendido do país. A Ford acertou em cheio ao apostar num compacto com cara de jipinho, mais barato que os autênticos off-road, para um público que prefere o asfalto e não planeja enfiar seu carro em trilhas inóspitas.
Só que a concorrência — com inexplicável atraso, é verdade — resolveu se mexer. A General Motors prepara um sport-utility light em cima do Celta e baseado no conceito Prisma Y, mostrado no Salão de São Paulo de 2006, enquanto a Renault estuda fazer o Logan MCV em São José dos Pinhais, no Paraná. E a recente maquiagem no EcoSport, apresentada em fins de outubro de 2007, foi a forma encontrada pela Ford para manter as boas vendagens e de se antecipar aos rivais que estão por vir.
Tanto que, no lançamento do “novo” EcoSport, a fabricante norte-americana avisou que não esperava elevar substancialmente suas vendas. Até porque a planta da montadora na cidade baiana de Camaçari já opera no limite. Mesmo assim, o utilitário esportivo da Ford passou das 4.709 unidades em outubro para 5.443 e 5.383 unidades em novembro e dezembro, respectivamente. Em janeiro, mês tradicionalmente mais fraco, o modelo teve 4.560 unidades comercializadas.
A versão XLT 1.6 é o principal “motor” dessa liderança, já que representa 40% das vendas totais do veículo. Trata-se da configuração mais completa da linha 1.6. A versão parte dos R$ 56.480 e sai de fábrica com ar-condicionado, direção hidráulica, trio elétrico, rádio/CD/MP3, ajuste de altura do volante, banco traseiro bipartido, alarme na chave, aviso sonoro de faróis acesos, regulagens de altura e lombar do assento do motorista, relógio digital, entre outros.
Na parte estética, item de fundamental importância para os “jipeiros do asfalto”, faróis de neblina, bagageiro no teto e rodas de liga leve aro 15.
Mas molduras, carcaças de retrovisores e pára-choques na cor do veículo fazem parte de um pacote que inclui airbag duplo frontal, e que faz o compacto passar a custar R$ 58.165.
Completo (como a versão testada), o modelo recebe, ainda, freios com ABS e EBD e revestimento em couro dos bancos. Com isso, o EcoSport XLT 1.6 chega a R$ 64.005. Fica mais caro que o Chevrolet Tracker, um autêntico “lameiro” que, com os mesmos equipamentos, sai por R$ 61.274 e ainda leva a vantagem de ter tração nas quatro rodas.
Mas o modelo da General Motors perde no quesito estético, com um desenho bastante datado — além do fato de a planta da GM na Argentina não ter capacidade produtiva para brigar de fato com o modelo da Ford.
Inimigos e motores
Conceitualmente, o EcoSport briga mesmo é com o CrossFox e com o Palio Adventure, compactos com suspensão reforçada e estética aventureira. O modelo da Volks, com quase todos os mesmos equipamentos, chega a R$ 59.045, enquanto o exemplar da Fiat — que ainda segue a estética da antiga geração da linha Palio — chega a R$ 58.016.
Em termos de motorização, só o Palio, com propulsor 1.8 de 114/112 cv (álcool e gasolina), se aproxima do Eco. O CrossFox leva a desvantagem de ter um motor 1.6 de 103/101 cv. Já o modelo da Ford usa o 1.6 litro de 111/105 cv a 5.500 rpm e torque máximo de 16,8/15,8 kgfm a 4.250 giros.
No visual, uma ligeira reestilização para justificar o termo “novo”. Mas é verdade que o EcoSport ficou mais imponente com a nova grade central com uma barra horizontal, os conjuntos ópticos maiores e com desenho irregular (parecidos com o do Fiesta), o capô elevado e os pára-choques mais proeminentes.
Atrás, as lanternas com luzes do tipo canhão têm cortes que lembram as do Land Rover Freelander. Por dentro, mudaram os materiais aplicados no painel e revestimentos das portas. Na parte mecânica, porém, surge a alteração mais interessante: a relação da primeira e da segunda marchas foram encurtadas em 15% e 13,5%, enquanto a terceira foi alongada em 2,5%, a quarta em 7,5%, e a quinta em 7,8%. Estratégia da Ford para atender uma queixa dos consumidores e emprestar mais força nas primeiras marchas do veículo.
[Por: Uol]
- Tags: EcoSport, Ford EcoSport, Ford XLT 1.6, XLT 1.6
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