
Postado em 06/09/2007 - Carros Nitrados
Conheça mais sobre o Drifting, o tema principal do novo Fast and Furious

Para quem curte filmes de ação e é fã de carros super velozes, o terceiro filme da série “Fast and Furious” que estréia na próxima sexta-feira, dia 11 de agosto é um prato cheio de adrenalina.
Com muitos pegas entre os veículos tunados, drifting e “finas” absurdas, o filme consegue passar uma boa dose de realismo junto a uma interessante trama. Muito esperado desde o começo do ano, quando fotos e informações dos carros utilizados no filme foram reveladas na internet, o longa "Velozes e Furiosos: Desafio em Tóquio" traz muito mais energia e velocidade (se é que isso é possível).
Sempre trazendo novidades, e mostrando mais uma das milhares de facetas que o mundo tuning tem para nos oferecer, "Velozes e Furiosos" vem desta vez com uma “nova” modalidade que começou no Japão e está virando febre mundial, o drift.
Para quem não conhece, o drifting é simplesmente – se é que isso pode ser chamado de simples – deslizar nas curvas escapando de traseira (sobreesterço), contra-esterçando com o volante e corrigindo a trajetória do carro, ou seja, andando com a caranga literalmente de lado e derretendo os pneus. No drift o mais importante é o estilo do piloto de conduzir a máquina e não a velocidade.
Você deve estar pensando que esse esporte é um dos mais divertidos dentro do automobilismo, e de fato é, mas não fique empolgado achando que você sairá às ruas “causando”, pois isso seria no mínimo tolice. Essa modalidade necessita, antes de mais nada, de um lugar apropriado e espaçoso, carros com muito torque, que conseguem jogar força aos pneus suficiente para deixar marcas no asfalto por muitos metros, câmbio mecânico forte para agüentar o tranco e, o mais importante, tração traseira.
Tudo bem, você acha que aquele “Chevetão” de seu avô com motor de Opala dá conta do recado? Bom, pode até ser, mas além disso, quem está guiando um carro de drift não pode ser um motorista comum. Tem de ser um piloto com muita destreza e experiência. Nessa modalidade, os pilotos são extremamente calculistas, precisos e ligeiramente loucos, um erro ou uma acelerada a mais na hora errada pode levar carro e piloto a nocaute, na parede mais próxima, ou se tiver sorte, apenas rodar.
Essa prática começou a aparecer ilegalmente nas “serrinhas” próximas a Tóquio e foi ganhando tantos adeptos que virou febre no Japão. A galera se agrupava pelas ruas, assistindo aos carros deslizarem de lado no asfalto.
Depois de alguns anos, essa mania começou a aparecer em filmes especializados e vídeos na internet chegando aos americanos, mexicanos, franceses e espanhóis, que conheceram e ficaram fascinados com essa arte nipônica.
A partir daí, começaram a surgir as primeiras competições legalizadas, com regras, formas de avaliação, quesitos que somam ou descontam pontos, lugares apropriados e máquinas e pilotos pra lá de especiais.
A técnica de pilotagem não é de hoje. Nos anos 70 essa pilotagem já era usada nos mundiais de rali. Claro que de maneira diferente. Naquela época a única importância era acelerar e chegar o mais rápido possível na bandeirada final.
Os quesitos avaliados em uma prova de drift são: velocidade de entrada nas curvas, ângulo de contra-esterço e linha e fluidez. Na velocidade de entrada, o que importa é a velocidade que o piloto entra nas curvas, quanto mais rápido, mais pontos ele marcará. No ângulo de contra-esterço, quanto mais as rodas ficarem viradas para o lado de fora da curva, mais pontos fazerá o piloto. Em linha e fluidez leva-se em consideração o controle que o piloto tem do carro. Quanto mais perto do muro e do guard-rail, mais pontos o piloto irá somar, por mostrar que tem o total controle do veículo. Se o piloto sair da pista ou rodar concerteza irá perder alguns pontos.
Hoje em dia, existem diversos campeonatos de drift ao redor do mundo. Os que rolam nos Estados Unidos e no Japão são os mais significativos, repercutindo pelo mundo a fora. Apesar da evolução dos americanos, os melhores veículos ainda são produzidos pelos japoneses, que estão hà mais tempo na ativa. Os carros em média chegam a possuir entre 200 cv e 700 cv. Sempre preparadíssimos pra ter muito torque e poder fritar pneus à vontade.
O Brasil também descobriu essa modalidade, um pouco atrasado, mas descobriu. Está previsto para o começo de 2007 o I Campeonato Brasileiro de Drifting. O evento será coordenado pelo piloto César Augusto Urnhani, da Pirelli, com alguns outros parceiros.
Portanto, prepare-se para assistir no ano que vem a uma eletrizante corrida que deverá conquistar muitos amantes do automobilismo no Brasil. Empolgante, né? Mas não se anime tanto, isso não é trabalho para o “superchevete” de seu avô, pelo menos não sem muita preparação em cima.
Fonte: Carro Online
Por Thomaz Rothmann